13 de junho de 2022

Restauração dentária

A restauração dentária é um dos procedimentos mais comuns para melhorar a estética e o funcionamento
dos dentes. Saiba o que é preciso para restaurar seus dentes na técnica direta de consultório dental e quais os materiais diretos e indiretos mais usados.

Quem deve fazer uma restauração dentária?

O cirurgião-dentista é o único profissional capacitado para realizar procedimentos restauradores dentais e, durante a consulta odontológica, irá avaliar a condição de seus dentes para indicar o tratamento ideal.

Para isso, ele avaliará a presença de cáries superficiais ou profundas, manchas, dentes lascados, fraturados ou fora de padrão estético – tais como problemas na coloração do esmalte ou tamanhos desiguais.

Quais são os tipos de materiais mais usados?

Os materiais mais comuns na restauração dentária são os seguintes:

● Amálgama de prata: é caracterizada por sua resistência, mas não tem apelo estético. Tem indicações muito pontuais nos dias atuais.

● Resina composta: é o material mais utilizado nos consultórios. Moldável, pode ser escolhida de acordo com a cor dos outros dentes do paciente. A desvantagem é que a resina composta mancha, desgasta-se e pode haver necessidade de troca ao longo do tempo.

● Porcelana: apresenta mais resistência e polimento em relação à resina composta e tem uma grande estabilidade estética. O procedimento com este material tem preço mais elevado do que a resina composta, por se tratar de um processo que passa por várias sessões e outros profissionais envolvidos, como o protético dentário.

Desmistificando o procedimento restaurador:

A restauração dos dentes melhora a qualidade de vida e a autoestima das pessoas, ela é uma solução para fraturas dentais, cáries ou, até mesmo, após uma harmonização estética do sorriso.

O procedimento restaurador consiste em reconstruir dentes danificados ou fora do padrão e é feito de maneira eficaz, quando respeitados todos os passos científicos de sua execução.

Para dentes vivos, é necessário controlar o evento da dor com uso de anestesia local ou a distância por bloqueio da inervação; já para aqueles que passaram por tratamento endodôntico (de canal) não é necessário este controle, salvo as exceções biológicas de cada pessoa.

Assim, após a remoção do tecido cariado ou realizado o contorno de preparos para estética, são utilizados materiais na base do dente que vão auxiliar na adesão (fixação) do material restaurador ao dente sob a presença de luz LED específica.

Em seguida, as resinas compostas são usadas para procedimentos diretos (realizados em sessão única direta no consultório).

As porcelanas são realizadas em várias sessões, que envolvem o preparo e moldagem dental, moldadas à anatomia (formato) específica de cada dente no laboratório de prótese dental e, posteriormente, comentadas no consultório.

A amálgama não necessita deste recurso precioso à restauração dental para que ocorra sua adesão.

Agora, vamos saber quais são os tipos de restaurações dentárias mais importantes, para quem eles são indicados e em quais situações devem ser feitos. Confira!

Os materiais utilizados na restauração dentária direta (resinas compostas ou amálgama de prata) e na restauração dental indireta (porcelanas) são bem conhecidos no mercado há décadas e não há relatos de rejeição ou alergia às substâncias. Resinas compostas são aplicadas diretamente sobre o dente tratado e, geralmente, moldadas sobre o próprio dente afetado.

Estes materiais diretos são bem versáteis e são selecionados para ficar com a mesma coloração do esmalte dos dentes saudáveis. Para isso, são aplicados em camadas até que se atinjam o formato e cor desejados.

A porcelana necessita ser trabalhada a, aproximadamente, 900 °C para que ocorra sua formação, por isso são utilizadas técnicas indiretas em laboratórios de prótese dental.

A amálgama de prata está cada vez mais em desuso na Odontologia e cada vez mais controlada pela vigilância sanitária, por existir mercúrio em sua composição, o que  a torna um material de difícil descarte na natureza. Entretanto, ainda é possível ser utilizada em alguns casos, nos dentes posteriores (de trás).

Mas não se preocupe, se você tem restaurações com este material, não é necessário trocar tudo de uma vez, a remoção pode ser feita de maneira minimamente invasiva, e aos poucos, conforme for detectada a necessidade pelo cirurgião-dentista.

Em alguns casos, pode ser necessário fazer um desgaste acessório para aumentar a resistência na superfície do dente, para auxiliar a resina ou a porcelana a aderirem a um dente saudável.

Depois que o formato desejado para a restauração é alcançado, o dentista faz um polimento no dente, para que a superfície da resina fique lisa.

Como fazer sua restauração durar mais?

Para fazer sua restauração durar mais, a primeira recomendação é realizar a higiene bucal correta e frequente orientada pelo seu cirurgião-dentista.

Além disso, mantenha o corpo hidratado para que a salivação esteja sempre em níveis adequados.

É preciso moderar a ingestão de alimentos que contenham pigmentos naturais ou artificiais, que são vilões na durabilidade estética destes materiais.

Os alimentos mais comuns nesse aspecto são refrigerantes, café, vinho, sucos artificiais, alguns doces ou salgados industrializados, entre outros.

Outra recomendação importante é visitar regularmente o dentista, que poderá avaliar se é ou não o momento de renovar as restaurações. Neste cenário, uma restauração direta conservada adequadamente pode durar entre 05 e 10 anos (para as resinas compostas) e entre 10 a 20 anos para restaurações indiretas (para as porcelanas).

Por ser um procedimento funcional e estético, a restauração costuma trazer ótimos resultados e até mesmo contribuir para a autoestima dos pacientes.

Preserve sua saúde bucal mantendo bons hábitos de higiene e uma boa alimentação. Em caso de dúvida, sempre procure seu cirurgião-dentista e siga suas orientações.

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