A Uniodonto Campinas criou o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), em conformidade com a Portaria 529/2013, que instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente e a RDC 36/2013. Além de promover e apoiar a implementação de ações voltadas à segurança do paciente, a função primordial do NSP é a prevenção de riscos na instituição, considerando o paciente como sujeito e objeto final do cuidado em saúde.
Visando garantir a qualidade na prestação de serviços odontológicos seguros e eficientes a todos os seus beneficiários, foi criado o Plano de Segurança do Paciente, com a intenção de disseminar a Cultura de Segurança dentro e fora da cooperativa.
O PSP (Plano de Segurança do Paciente) tem como objetivo definir estratégias para garantir a segurança do paciente, visando minimizar os riscos durante os processos associados aos cuidados de saúde através da implementação de boas práticas de funcionamento do serviço de saúde.
A Uniodonto Campinas está ciente de seu papel de liderança em cuidados com a saúde, e prioriza a qualidade na prestação de serviços odontológicos seguros e eficientes a todos os seus beneficiários.
Por isso, os protocolos de segurança do paciente da Organização Mundial da Saúde foram adaptados para a realidade do ambiente ambulatorial do serviço de urgência 24h da Uniodonto Campinas.
Conheça os 8 protocolos de segurança:
dentificar o paciente é muito importante para evitar erros durante os cuidados com a sua saúde. No consultório odontológico é necessário manter o cadastro do paciente atualizado, conferir a identidade do beneficiário solicitando a carteirinha da Uniodonto (física ou virtual) e documento com foto, ter a anamnese completa com todo o histórico médico como alergias, medicamentos utilizados e doenças existentes, além das Guias de Tratamento Odontológico (GTO) datadas e assinadas, termo de consentimento livre e prontuário com toda a evolução do tratamento odontológico. Também é fundamental que as radiografias e fotos sejam devidamente identificadas.
A comunicação segura é algo fundamental para certificar a segurança do paciente. A troca de informação entre profissionais e paciente deve ser realizada com total objetividade e clareza, pois propicia a humanização e é um cuidado transformador na atenção ao paciente. O cirurgião-dentista deve oferecer ao paciente informações sobre os cuidados necessários pós-anestesia, cirurgias, instalação de próteses, confecção de restaurações, entre outros. É importante que toda a informação seja realizada por escrito, de preferência com a anuência de entendimento por parte do paciente.
O cuidado na prescrição de medicamentos é fundamental no plano de tratamento do paciente. Qualquer medicação, até mesmo aquelas que podem ser compradas sem prescrição, devem ser usadas de forma adequada para que a resposta seja positiva e para que não ocorra nenhum dano ao paciente. É fundamental que no prontuário do paciente seja anexado as cópias de receituários e que o cirurgião-dentista evite a prescrição de receita verbal. Com o objetivo de evitar erros, recomenda-se que as receitas sejam digitais e não manuscritas.
O protocolo de cirurgia segura engloba todos os procedimentos que podem ser realizados no paciente como preparo cavitário no tratamento restaurador, abertura coronária no tratamento endodôntico, exodontia do dente, entre outros. O checklist é o componente essencial para a diminuição de eventos adversos. É importante revisar e conhecer dados do paciente, confirmar condições de equipamentos e instrumentais, além de verificar medidas de segurança, como uso de EPI e necessidade de profilaxia bacteriana.
Antes de qualquer procedimento é seguido o Protocolo de Higienização das Mãos, que faz parte do Programa Nacional para Segurança do Paciente, elaborado pelo Ministério da Saúde. No consultório, deve-se disponibilizar a solução alcoólica para a equipe auxiliar e paciente, bem como material de orientação sobre higienização das mãos disponível para impressão no Portal do Cirurgião-Dentista. Momentos de higienizar as mãos: antes do contato com o paciente, antes da realização do procedimento clínico, após risco de exposição a fluidos corporais, pós contato com o paciente e pós contato com áreas próximas ao paciente.
As quedas são eventos que podem causar lesões e danos aos pacientes dentro do ambiente odontológico. Pacientes idosos, crianças, aqueles que fazem uso de medicamentos para controle de dor e pessoas com dificuldades na marcha ou apoiadas estão mais propensas a quedas. Como medida de segurança, o protocolo de prevenção de quedas da Uniodonto Campinas conta com a identificação e orientação a todos pacientes que apresentam riscos, portadores de dificuldade de marcha, pacientes que utilizam apoio como bengalas e andadores, pacientes com queixa principal como dor, pacientes que utilizam medicamentos controlados, pacientes com histórico de quedas e desmaios. A atenção ao mobiliário e decoração na sala de espera é muito importante, assim como cuidados em escadas e degraus, sinalização em caso de pisos molhados, barra de apoio em banheiros, trocador de bebê, entre outros. A prevenção de queda é responsabilidade e dever de todos os profissionais da saúde diariamente.
Fatores locais e sistêmicos referentes ao paciente podem estar relacionados à causa de lesões na cavidade bucal. O tratamento odontológico pode muitas vezes induzir o surgimento de lesões ulcerosas na mucosa bucal. O protocolo orienta cuidados com movimentos realizados pelo cirurgião-dentista no uso de instrumentais e pontas. É importante que a anamnese contenha informações como a frequência do surgimento de lesões e alimentação habitual. É sugerido o atendimento clínico à 4 mãos e que o paciente receba orientações pós-atendimentos.
A biossegurança é fundamental na prática odontológica. Ela compreende um conjunto de medidas voltadas para a prevenção e o controle de riscos biológicos, físicos e químicos, protegendo tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes contra a exposição a agentes infecciosos e demais riscos ocupacionais. No ambiente odontológico, onde há contato com sangue, saliva e utilização de perfurocortantes, os riscos de contaminação cruzada são significativos. Por isso, a aplicação rigorosa das normas de biossegurança é indispensável para garantir a segurança do atendimento, a qualidade dos serviços prestados e a integridade da equipe de saúde bucal.